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Memorial Getúlio Vargas
Praça Luís de Camões
(ao lado do Hotel Glória), RJ
Ouvidoria do Município
Ouvidoria do Município
Créditos de produção
 

1935
Intentona Comunista
1936
Inauguração da
Rádio Nacional
1936/1939
Guerra Civil espanhola
1937
Eletrificação da
E. F. Central do Brasil
1937/1945
Guerra Sino-Japonesa

Ditadura do Estado Novo

 

Vargas na estância da família em São Borja
O Presidente em seu gabinete
Recepção do presidente Franklin Roosevelt
A constitucionalização não produziu tranqüilidade política. Refletindo o cenário internacional, surgiram os primeiros movimentos de cunho ideológico: a Ação Integralista Brasileira (AIB), de tendência fascista, e a Aliança Nacional Libertadora (ANL), liderada pelo Partido Comunista do Brasil (PCB). Ambas organizavam comícios em teatros, como o João Caetano, e em estúdios, pregando a mudança de regime. Operários, militares, mulheres, tomavam posição política, lançavam manifestos, agitavam as ruas da cidade. A mobilização transbordou da política. O Rio de Janeiro entrou na era do rádio. Em 1932, permitiu-se a propaganda radiofônica e o novo meio de comunicação popularizou-se. O aparelho de rádio virou objeto de consumo de massa. A Rádio Nacional tornou-se o grande palco das "cantoras do rádio". A política logo descobriu a importância da nova tecnologia. O prefeito Pedro Ernesto utilizou-a em suas campanhas. O uso político do rádio intensificou-se com a criação da Hora do Brasil em 1935.

A radicalização política culminou com as revoltas militares de 1935. No Rio de Janeiro, a principal delas se deu no 3° Regimento de Infantaria (RI), localizado na Praia Vermelha. Promovida pela Aliança Nacional Libertadora, a rebelião resultou na destruição do quartel e na morte de vários oficiais e praças. O governo reagiu fazendo muitas prisões, entre elas a do prefeito Pedro Ernesto. Dois anos depois, em meio às disputas da campanha presidencial e a manifestações de rua, Getúlio Vargas, com o apoio das Forças Armadas, fechou o Congresso, mandando a cavalaria da Polícia Militar cercar os Palácios Monroe e Tiradentes. A seguir, outorgou nova constituição e implantou a ditadura do Estado Novo.

 

Getúlio, Anísio Teixeira, Pedro Ernesto e Gustavo Capanema em cerimônia realizada no Estádio de São Januário. Rio, 1935
Crédito: CPDOC/FGV - Arquivo GC

Comício pela adoção, na nova Carta, das leis trabalhistas decretadas pelo Gov. Provisório. Rio, 1934
Crédito: Arquivo Nacional - PH/FOT/3931 (6)

Getúlio discursando durante o Estado Novo. Rio, 1937/1945
Crédito: CPDOC/FGV - Arquivo GC

Em visita a uma exposição sobre radiodifusão. Rio, 1938/1939
Crédito: Arquivo Nacional - Empresa Brasileira de Notícias

Material da ANL apreendido pela Polícia Política do D.F. Rio, 1935
Crédito: Arquivo Nacional - Polícias Políticas

Cartaz de propaganda da Ação Integralista Brasileira (AIB)
Crédito: Arquivo Nacional - Polícias Políticas

Presos, rebeldes saem do prédio do 3° RI, após o ataque das tropas legalistas. Rio, 1935
Crédito: CPDOC/FGV - Arquivo PEB

Manifestação popular no julgamento de Pedro Ernesto pelo Supremo Tribunal Militar. Rio, 1937
Crédito: Arquivo Nacional - Polícias Políticas

Humor de J. Carlos à atuação de Getúlio na sucessão presidencial. Rio, 1937
Crédito: Biblioteca Nacional - Revista da Semana (dez./1935)

Prédio do 3° RI destruído pelas tropas legalistas. Rio, 1935
Crédito: Fundação Casa de Rui Barbosa - Revista Careta (jan./1937)