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Memorial Getúlio Vargas
Praça Luís de Camões
(ao lado do Hotel Glória), RJ
Ouvidoria do Município
Ouvidoria do Município
Créditos de produção
 

1946
Assembléia Nacional
Constituinte / Dutra
presidente
1947/1989
Guerra Fria
1949
Revolução comunista
na China
1949/1952
Construção do píer
da Praça Mauá
1950
Inauguração do estádio
Mário Filho (Maracanã)

O Rio tem
2.377.451 habitantes

 

Movimento Queremista
no Palácio Guanabara
Getúlio discursa aos Queremistas
Mesmo deposto, Getúlio Vargas foi eleito em 1945 senador por dois estados e deputado federal por seis outros e pela capital. Como senador pelo Rio Grande do Sul, quase não freqüentou o Palácio Monroe. Em 1950, foi eleito presidente da República com 48,7% dos votos. Voltou ao Catete nos braços do povo, como previra. Francisco Alves cantou no carnaval de 1951: "Bota o retrato do Velho outra vez no mesmo lugar". A cidade e o país inteiro ainda estavam abalados pela derrota da seleção na Copa de 1950 no recém-construído estádio do Maracanã. A eleição popular não garantiu paz ao presidente. Seus inimigos internos, derrotados em duas campanhas presidenciais, não lhe davam trégua, acusando seu governo de comunismo e corrupção. Os inimigos externos, tendo à frente as companhias internacionais de petróleo, faziam coro. Nas ruas, havia greves operárias e manifestações a favor da nacionalização do petróleo. A radicalização política tomava conta da cidade e do país.

Os acontecimentos precipitaram-se quando o chefe da guarda pessoal do presidente se envolveu em tentativa de assassinato de um líder da oposição. Da tentativa, resultou a morte de um major da Aeronáutica. Militares, políticos da União Democrática Nacional e a maior parte da imprensa passaram a exigir a renúncia de Getúlio Vargas. No dia 23 de agosto, os chefes militares lhe deram um ultimato. Na madrugada do dia 24, em reunião dramática do ministério, realizada no Catete, o presidente aceitou licenciar-se. Mas os militares exigiram afastamento definitivo. Getúlio Vargas preferiu dar um tiro no coração. Eram 8:30 da manhã do dia 24 de agosto de 1954.

 

Com Leonel Brizola, idealizador deste Memorial (de terno claro), Ernesto Dornelles e outros, na campanha para a presidência da República. Itaqui (RS), 1950
Crédito: CPDOC/FGV - Arquivo GV

Com Paulo Baeta Neves, por ocasião da posse no Senado. Rio, 1946
Crédito: CPDOC/FGV - Arquivo GV (Carlos)

Panfleto-convite dos portuários para a posse de Getúlio. Rio, 1951
Crédito: CPDOC/FGV - Arquivo NM

Getúlio no Aeroporto Santos Dumont, durante a campanha para a presidência. Rio, 1950
Crédito: Arquivo Nacional - DPS (nº 1630-6)

Manifestação contra Vargas por ocasião da missa de 7° dia do major Vaz. Rio, 1954
Crédito: Arquivo Nacional

Cartaz da campanha pela criação da Petrobrás
Crédito: Arquivo do Estado de São Paulo - Última Hora

Missa pela morte do major Vaz, que contou com a presença de Nero Moura e Eduardo Gomes.
Crédito: Arquivo do Estado de São Paulo - Última Hora

Com Nero Moura, ministro da Aeronáutica na entrega de aviões pela Campanha Nacional de Aviação. Rio, 1951
Crédito: Arquivo do Estado de São Paulo - Última Hora

Panfleto divulgado pelo Movimento Nacional Popular. Rio, 1954
Crédito: Arquivo Nacional - DPS (1113-01)

Casa onde foi preso o assassino do major Vaz, na Mata do Tinguá. Rio, 1954
Crédito: Arquivo do Estado de São Paulo - Última Hora