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Memorial Getúlio Vargas
Praça Luís de Camões
(ao lado do Hotel Glória), RJ
Ouvidoria do Município
Ouvidoria do Município
Créditos de produção
 

1950/1953
Guerra da Coréia
1951
Fundação do
Jornal Última Hora
1952
Desmonte do morro
de Santo Antônio
1953
Criação da Petrobrás
1954
Aumento de 100%
do salário mínimo

Multidão no cortejo fúnebre
A multidão chora durante o cortejo fúnebre
Darcy Vargas, acompanhada de parentes, no Aeroporto
O caixão com o corpo no hangar do Aeroporto Santos Dumont
Getúlio Vargas retomou e intensificou, durante o segundo mandato, a prática de interpelar diretamente o povo. Todo 1° de maio, festa do trabalho, pelo rádio ou no estádio do Vasco, ele se dirigia ao povo e aos trabalhadores, iniciando sempre os discursos com a frase que ficou famosa: "Trabalhadores do Brasil!". Embora de origem oligárquica, como todos os outros presidentes, foi o único até então a fazer do povo e dos trabalhadores seus interlocutores preferenciais. À medida que aumentava a mobilização política e crescia a oposição a seu governo, Getúlio Vargas, como num desafio, radicalizava seu discurso nacionalista e popular, duplicava o salário mínimo e ampliava a legislação social. Em seu último discurso de 1° de maio, irradiado do Palácio do Rio Negro, em Petrópolis, conclamou os trabalhadores a se organizarem para fazer valer seus interesses. Em frase contundente, afirmou: "Hoje estais com o governo. Amanhã sereis o governo".

O povo do Rio de Janeiro respondeu com a mesma intensidade de sentimentos aos apelos de Getúlio Vargas. Ao ouvir pelo rádio a notícia do suicídio, reagiu com fúria, atacando os jornais e rádios dos inimigos do presidente morto. Atacou também a embaixada americana. Mas, sobretudo, prestou-lhe silenciosa e comovida homenagem nas intermináveis filas formadas para ver o corpo, exposto no Palácio do Catete. Os fotógrafos registraram inúmeras cenas de dor e desespero. No dia seguinte, imenso cortejo levou o caixão do Palácio ao Aeroporto Santos Dumont, passando pela Avenida Beira-Mar, em frente ao local onde se encontra hoje o Memorial. Foi a maior manifestação popular jamais vista na cidade do Rio de Janeiro.

 

Saída do corpo de Getúlio do Palácio do Catete. Rio, 25 de agosto de 1954
Crédito: Arquivo do Estado de São Paulo - Última Hora

Detalhes do cortejo fúnebre. Rio, 25 de agosto de 1954
Crédito: Arquivo do Estado de São Paulo - Última Hora
Detalhes do cortejo fúnebre. Rio, 25 de agosto de 1954
Crédito: Arquivo do Estado de São Paulo - Última Hora

Multidão conduz o corpo de Getúlio ao aeroporto. Rio, 25 de agosto de 1954
Crédito: CPDOC/FGV - Arquivo AnC

Depredação da sede do jornal Diário de Notícias. Rio, 24 de agosto de 1954
Crédito: CPDOC/FGV - Arquivo AnC (F. Campanella Netto)
Embarque do esquife de Getúlio para o Rio Grande do Sul. Rio,
25 de agosto de 1954
Créditos: Arquivo do Estado de São Paulo - Última Hora e CPDOC/FGV - O Mundo Ilustrado, ago./1955