Cultura

Dudu Nobre é atração de hoje no 7 em Ponto
O projeto 7 em Ponto, da Secretaria Municipal de Cultura, abre alas para o bamba Dudu Nobre e o inconfundível batuque do Pagode da Tia Doca no dia 14 de julho, as 19h em ponto (com a abertura dos portões às 18h30). O preço do ingresso é R$10. Criado no meio do samba, Dudu Nobre desde criança já frequentava o tradicional Cacique de Ramos. Aos 10 anos iniciou sua carreira na escola de samba mirim da Unidos da Tijuca, compondo com o mítico Beto sem Braço.
A partir daí nunca mais parou. Compôs para o Aprendizes do Salgueiro, Herdeiros da Vila, entre outras. O compositor ganhou respeito entre os bambas, principalmente depois de consagrar os sucessos Vou botar seu nome na macumba, Posso até me apaixonar, São Jorge, Anastácia e as crianças; Pro amor render e etc. Muitos destas cações foram interpretadas nas vozes de Zeca Pagodinho e Martinho da Vila. O tradicional pagode de mesa e samba de raiz foi criado pela saudosa pastora da Portela, Tia Doca, e é organizado hoje por seu filho Nem.
O Pagode começou há 35 anos em Osvaldo Cruz, onde Doca morava com seus filhos pequenos. Atualmente é uma das rodas de samba mais tradicionais no coração de Madureira. O local é uma referência do samba carioca e ponto de encontro de sambistas consagrados. Já passaram por lá nomes como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, entre tantos outros. O projeto tem como objetivo levar música de qualidade para o palco do Teatro Carlos Gomes.
O início da entrada do público meia hora antes das “sete em ponto” é uma homenagem ao antigo Projeto Seis e Meia, que inaugurou a tradição de sessões musicais populares em dias de semana no Centro do Rio. O Seis e Meia acontecia no Teatro João Caetano e era um grande sucesso nos anos 70. Recebendo grandes nomes da música brasileira como João Bosco, Clementina de Jesus, Nara leão, Dorival Caymmi, entre outros.
A idéia era simples: shows a preços populares na hora em que a multidão se concentrava na Praça Tiradentes, bem na hora do rush, hora de voltar para casa, em que os pontos de ônibus da Praça - um dos locais do Rio com maior rotatividade de pessoas - estavam sempre lotados. Os shows eram uma boa saída para quem quisesse fugir do rush e não tinham opção de lazer. Foi justamente para preencher esta lacuna que Albino Pinheiro, ex-diretor do teatro, criou este projeto, que é um dos mais importantes que o Rio de Janeiro já teve, e por este motivo a Secretaria de Municipal Cultura retoma no Teatro Municipal Carlos Gomes .